Taxa Selic e Mercado de Luxo: Como os juros afetam os imóveis no litoral de SC?
- Mariana Berté

- 21 de jun.
- 2 min de leitura
Atualizado: 24 de jun.

Sempre que o Banco Central atualiza a Taxa Selic, o mercado financeiro entra em estado de alerta. No entanto, há um setor que costuma navegar de forma quase imune aos sobressaltos da política monetária nacional: os imóveis no litoral de SC focados no alto padrão. Enquanto os financiamentos tradicionais encarecem no restante do país, a dinâmica de compra em cidades como Itapema e Praia Brava segue um roteiro próprio.
A explicação para esse fenômeno reside na forma como o capital circula neste nicho específico.
Blindagem contra o crédito bancário
Diferente dos imóveis econômicos, o mercado premium catarinense tem uma dependência baixíssima dos juros bancários tradicionais (SFH/SFI). As grandes transações ocorrem à vista ou, majoritariamente, através de financiamento direto com as construtoras. Este modelo de parcelamento, que se estende de 60 a 100 meses, é corrigido pelo CUB (Custo Unitário Básico) ou IGPM, blindando o fluxo de caixa das incorporadoras e mantendo as vendas aquecidas independentemente do patamar da Selic.
O investidor focado em ativos reais
Com os juros oscilando, investidores experientes tendem a buscar "portos seguros" que unam preservação de patrimônio e valorização. O tijolo no litoral catarinense funciona como um ativo descorrelacionado das quedas da bolsa de valores (Ibovespa), entregando uma média de valorização histórica superior aos rendimentos da renda fixa pós-fixada.
Custo de oportunidade e inflação
Além disso, a injeção de capital no Litoral Norte de SC é tracionada pelo alto poder de compra de setores resilientes da economia brasileira, que usam a compra de imóveis na região não apenas como segunda residência, mas como uma estratégia clássica de proteção contra a inflação no longo prazo.
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