Como ganhar dinheiro com emails marketing, Beehiiv: a plataforma que está redefinindo o negócio de newsletter
- Eduardo Costa

- 29 de jun.
- 5 min de leitura
Se você acompanha o mercado de criação de conteúdo há algum tempo, já deve ter percebido uma mudança clara: criadores sérios estão migrando das redes sociais para o email. E dentro desse movimento, uma plataforma virou referência em velocidade impressionante. Ela se chama beehiiv, e neste post você vai entender exatamente o que ela faz, como funciona o negócio por trás dela, e por que vale considerar usá-la agora.

De onde veio o beehiiv
O beehiiv nasceu em 2021, criado por ex-funcionários do Morning Brew, uma das newsletters mais bem-sucedidas dos Estados Unidos. Quem liderou o projeto foi Tyler Denk, que tinha sido o segundo funcionário do Morning Brew e construiu boa parte da infraestrutura técnica que levou aquela publicação a milhões de assinantes.
Enquanto trabalhava lá, Denk percebeu que newsletters são um meio de comunicação muito eficiente e um modelo de negócio sólido para construir uma empresa. O problema é que as ferramentas disponíveis no mercado não davam conta do que criadores sérios precisavam. Então ele e dois outros engenheiros do Morning Brew decidiram construir do zero.
O beehiiv foi projetado para converter leitores em receita, algo que Denk havia ajudado a revolucionar na sua carreira anterior. Não era sobre enviar emails — era sobre construir um negócio de verdade em cima de uma lista de contatos.
O que o beehiiv entrega na prática
O beehiiv não é uma ferramenta de email marketing no sentido tradicional. Ele é uma plataforma completa para publicar, crescer e monetizar uma newsletter. Isso inclui editor de conteúdo, site embutido, analytics avançado, automações, programa de indicação, rede de anúncios própria e ferramentas de assinatura paga. Tudo dentro de um mesmo painel.
O CEO Tyler Denk deixou claro em uma apresentação pública que o que torna plataformas de newsletter poderosas é a propriedade — ser dono da sua audiência, da sua distribuição, da sua marca e do seu potencial de receita. E que, na era da IA e dos algoritmos, essa propriedade não é apenas desejável, é essencial.
Esse argumento faz sentido quando você pensa no cenário atual. Uma conta no Instagram pode ser desativada. Um perfil no TikTok pode ser banido. Um feed do Twitter pode ser afogado por mudanças de algoritmo. Uma lista de email, não. Ela é sua.
Atualmente, o beehiiv alimenta mais de 130 mil newsletters, de escritores independentes a grandes marcas de mídia, alcançando mais de 400 milhões de leitores no mundo.
Como funciona o modelo de negócio do beehiiv
Aqui é onde a coisa fica interessante. O beehiiv tem um modelo de negócio em duas camadas que funciona bem para a empresa e, mais importante, para os criadores.
A primeira camada é o SaaS clássico: planos mensais que cobram com base no número de assinantes. O plano Launch é completamente gratuito e suporta até 2.500 assinantes, com envios ilimitados de emails.
Se quiser testar agora sem compromisso, crie sua conta gratuita aqui e explore a plataforma antes de decidir qualquer coisa. Você usa a plataforma sem pagar nada — o plano de até 2.500 assinantes é totalmente gratuito. E se quiser evoluir para um plano pago, ao entrar pelo meu link você ganha 20% de desconto nos primeiros 3 meses.
O plano Scale começa em torno de $49 por mês, desbloqueando monetização, analytics avançado, automações e acesso à rede de anúncios. O plano Max começa em torno de $109 por mês, voltado para publicações que querem remover a marca do beehiiv, suporte prioritário e até 10 publicações no mesmo workspace. Para newsletters com mais de 100 mil assinantes, existe um plano Enterprise com precificação personalizada.
Um ponto que vale destacar: o beehiiv cobra 0% sobre a receita de assinaturas pagas. Apenas a taxa padrão da Stripe de 2,9% mais 30 centavos por transação se aplica. Isso contrasta diretamente com o Substack, que retém 10% de tudo que você ganha com assinantes pagos — para sempre.
A segunda camada do modelo são os Anúncios e o Boosts. Segundo estimativas de mercado, o beehiiv atingiu cerca de $30 milhões em receita anualizada em meados de 2025, sendo que software e assinaturas representaram $20 milhões e anúncios mais Boosts representaram os outros $10 milhões.
A rede de anúncios e o Boosts: duas formas reais de monetizar
O beehiiv construiu sua própria rede de anúncios nativa, o que é algo raro no mercado. Em vez de você precisar ir atrás de patrocinadores, a plataforma conecta anunciantes às newsletters com audiências relevantes.
O beehiiv cuida de tudo — desde encontrar anunciantes, oferecer oportunidades de anúncio, entregar os criativos e os textos, apresentar relatórios de desempenho e gerenciar os pagamentos. Isso permite que os criadores se concentrem em produzir conteúdo enquanto a plataforma garante patrocinadores e uma fonte de receita.
O Boosts é uma funcionalidade diferente e bastante original. Funciona como um marketplace de recomendações pagas entre newsletters. Uma newsletter que quer crescer paga para ser recomendada em outras newsletters. Quem faz a recomendação recebe por assinante verificado que chega.
O beehiiv já pagou mais de $5 milhões em total acumulado pelo programa Boosts. E há casos concretos que mostram o potencial: Matt Navarra, editor da newsletter Geekout, ganhou $25 mil com indicações pagas via Boosts.
O modelo híbrido de SaaS com anúncios cria ciclos de crescimento compostos — criadores reinvestem a receita em aquisição de assinantes via Boosts, o que leva a upgrades de plano, o que aumenta o inventário total de anúncios. É um flywheel que se retroalimenta.
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Crescer dentro da plataforma tem lógica
Um ponto que muitos ignoram: o beehiiv não é só uma ferramenta de envio de emails. Cada newsletter publicada na plataforma também vira um post indexável no Google.
Um criador que começou a deixar suas newsletters indexadas pelo Google relatou que, nos primeiros três meses, apenas 20 páginas de newsletter indexadas geraram mais de 9 mil impressões e 82 cliques nos resultados de busca — sem nenhum esforço adicional.
Isso significa que o conteúdo que você já cria para sua base de leitores pode também atrair novos leitores vindos de pesquisas no Google. Dois canais pelo esforço de um.
Além disso, recentemente o beehiiv anunciou uma expansão significativa da plataforma, incluindo a criação de sites com IA sem precisar escrever código, hospedagem e publicação de podcasts dentro da mesma conta, automações de email, analytics em tempo real, e a venda de produtos digitais sem que o beehiiv retenha nenhuma comissão.
Para quem faz sentido usar o beehiiv
Ser direto aqui é importante. O beehiiv não é a ferramenta certa para todo mundo.
Ele faz sentido para quem está construindo ou planeja construir uma newsletter como canal sério de negócios. Seja você um criador de conteúdo, um profissional liberal, um consultor, um empreendedor ou um jornalista independente — se newsletter faz parte da sua estratégia, o beehiiv oferece uma infraestrutura que outras plataformas simplesmente não entregam no mesmo nível.
Para quem está começando e ainda não tem certeza, ao criar uma conta no beehiiv você imediatamente recebe acesso a um período de teste dos planos Scale ou Max, sem precisar de cartão de crédito. Dá para testar tudo com calma antes de decidir qualquer coisa.
Para quem já tem uma newsletter em outro lugar e quer migrar, o beehiiv permite importar tanto os assinantes existentes quanto o conteúdo publicado, sem que os emails sejam reencaminhados para os leitores durante o processo. A migração é suave.
A decisão é sua — mas ela começa com um passo
Newsletter é um dos poucos ativos digitais que realmente pertence a quem constrói. Nenhum algoritmo te tira da frente dos seus leitores. Nenhuma mudança de plataforma apaga o que você construiu. O beehiiv entendeu isso antes da maioria e construiu uma solução que respeita essa lógica.
Se você chegou até aqui, provavelmente já sentiu que é hora de levar sua presença digital a sério. O beehiiv oferece um ponto de partida gratuito para você explorar a plataforma sem nenhum compromisso financeiro.



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