Arranha-céus de Balneário Camboriú: Até onde o mercado de luxo pode crescer?
- Eduardo Costa

- 21 de jun.
- 1 min de leitura

Conhecida internacionalmente como a "Dubai Brasileira", a cidade não para de quebrar recordes. Atualmente abrigando alguns dos edifícios residenciais mais altos da América Latina, os arranha-céus de Balneário Camboriú se tornaram muito mais do que marcos arquitetônicos; eles são os ativos imobiliários mais cobiçados por bilionários de toda a América do Sul.
Mas a pergunta que ronda os investidores institucionais é: há um teto para essa hipervalorização?
A Engenharia como Produto Premium
Não estamos falando apenas de altura. Os novos projetos trazem assinaturas de escritórios globais de arquitetura, marcas internacionais como Pininfarina e tecnologias exclusivas de amortecimento de ventos (Mass Damper). Essa sofisticação construtiva transformou cada apartamento em uma obra de arte limitada, atraindo um público que não é sensível a preço, mas sim a exclusividade.
Plano Diretor e Escassez Frente-Mar
A escassez é o maior motor dos preços. Como a orla já está densamente ocupada, os poucos terrenos disponíveis para novos projetos frente-mar ou quadra-mar valem centenas de milhões. Essa limitação física e de plano diretor assegura que não haverá uma "superoferta" capaz de derrubar os preços no futuro.
O Efeito Transbordamento (Spillover)
Com o metro quadrado chegando a níveis estratosféricos nos novos lançamentos de Balneário, o movimento de investidores passou a "transbordar" para as cidades vizinhas, como Praia Brava, Itapema e Porto Belo, acelerando intensamente a valorização dessas regiões costeiras.



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