Por que o agronegócio está comprando o mercado imobiliário do Litoral Norte SC? O movimento do "Capital do Agronegócio"
- Mariana Berté

- 21 de jun.
- 2 min de leitura

O mapa do investimento brasileiro está mudando, e o agronegócio lidera essa migração de capital. Relatórios recentes de corretoras e construtoras indicam uma forte injeção de liquidez vinda do Centro-Oeste e do interior paulista diretamente para o mercado imobiliário do Litoral Norte SC, criando uma pressão compradora que impulsiona os preços em cidades como Balneário Camboriú, Itapema e Porto Belo.
Mas por que gigantes da soja e do milho estão trocando o trator por apartamentos de luxo de frente para o mar?
Diversificação Setorial
O setor agrícola brasileiro teve safras e rentabilidades recordes nas últimas safras. Para evitar a concentração excessiva de risco no campo (que depende do clima, do câmbio e de commodities), os empresários do agronegócio precisam diversificar os lucros de suas safras. O ativo imobiliário focado em altíssimo padrão no Sul do país é visto como o "ouro sólido" do momento: seguro, tangível e de alta liquidez.
Operações à vista e o impacto nos preços
Esse perfil de comprador tem uma característica que agita o mercado: um alto volume de compras à vista ou com antecipação agressiva de parcelas balão. Quando capitais vultosos começam a absorver os estoques das construtoras de forma rápida, a lei da oferta e demanda age reduzindo o estoque disponível e forçando a valorização dos lançamentos seguintes.
Lifestyle e Segunda Residência
Além da racionalidade financeira, pesa o fator qualidade de vida. As cidades catarinenses estão ranqueadas entre as mais seguras do Brasil, possuindo polos náuticos e aeroportos executivos (como os de Navegantes e Porto Belo) que facilitam a logística de quem mora no interior do Mato Grosso ou Goiás, mas deseja o estilo de vida exclusivo do litoral nos finais de semana.



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